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Construções podem melhorar o desempenho em até 45% com implantação de metodologias


De acordo com estudo de instituto americano, inovação e
planejamento colaboram para aprimorar indústria da infraestrutura


Algumas vezes o acaso pode revolucionar o mundo. Como quando o filósofo grego Tales de Mileto descobriu a eletricidade por apenas esfregar um âmbar em um pedaço de pele de carneiro. Porém, quando o assunto é construir, a demanda por infraestrutura não deve nascer de simplesmente uma aleatoriedade da vida. É necessário planejamento, investimento em conhecimento e a busca pelas melhores metodologias. 

Ao menos é o que assegura um levantamento realizado pelo Construction Industry Institute (CII), instituição americana que estuda os contextos da indústria construtiva. De acordo com o estudo, a adoção de tecnologia pode melhorar a produtividade da indústria da construção entre 30% 45%, bem como melhorar a previsibilidade e confiabilidade do material.

Isso porque, ainda de acordo com o CII, ferramentas inovadoras, máquinas, planos de análise, planejamento estratégico, software e outros recursos que podem ser usados ​​durante a fase de desenvolvimento de um projeto permitem o avanço nos métodos de construção de campo. Tais técnicas podem até parecer um bicho de sete cabeças, mas quando produzidas de maneira adequada e por profissionais capacitados, a margem de desenvolvimento de uma obra pode ser enorme

“O mundo vive uma constante evolução. Por que na indústria da construção seria diferente? A resposta desta pergunta é simples. A construção evoluiu também. Bastante, para ser franco. Tanto que hoje temos novas metodologias que auxiliam muito os processos e etapas de estruturação de uma obra. Basta as empresas que oferecem serviço de infraestrutura entenderem e aplicarem estes recursos”, defende Pedro Morais, diretor de operações da PHD Engenharia. ", empresa inovadora de prestação de serviços de assessoria em gerenciamento e planejamento de obras. 

Neste universo da mão na massa com um toque processual, o dicionário é extenso. Bim, Last Planner System (LPS), Power BI, Qrcode, realidade virtual, Advanced Work Packaging (AWP) e assim segue a extensa gama de produtos, serviços, métodos, softwares e outras possiblidades de contemporaneidades disponíveis. 

Esse conjunto vai além dos muros da engenharia e esbarra em práticas capazes de criar diversos benefícios. Um exemplo é a redução do retrabalho das equipes de planejamento e execução em obras. Outro é o aumento da confiabilidade dos dados e das informações passadas pela equipe de planejamento. Além da melhoria de produtividade e de previsibilidade durante todo o ciclo de vida dos projetos e obras, e, até mesmo, referente a melhor escolha ao tomar uma decisão. 

Diante deste mundo tão grande de opções, um mito talvez seja que usufruir de tudo isso possa pesar o bolso, mas Morais sugere o contrário. “É claro que tecnologia tem seu custo, mas o retorno da aplicação de bons recursos convenientes diminui os custos de um projeto pensando a longo prazo e implementado em cada fase. Precisamos entender o contexto desde a seleção dos materiais trabalhados, passando a análise do terreno e até poupar investimento nas equipes em casos de prazos muito extensos, além de dezenas de outros pontos que, caso não ocorra um bom planejamento, podem aumentar os zeros no custo final”, salienta.

Conforme o especialista, trabalhar ao lado de recursos qualificados e modernos facilita processos e pode até gerar melhor aproveitamento de recursos. Fato também atestado pelo CII em seu relatório, quando analisado que 58% dos gastos da área equivalem a desperdícios e custos que poderiam ser evitados. 

“Hoje sabemos da necessidade de estar atento ao planejamento e às fases iniciais dos projetos construtivos. É neste momento de formulação da ideia que precisamos aplicar metodologias. Esse tipo de investimento não pode aparecer apenas quando estamos empilhando tijolos porque quando alcançamos esta fase, muito tempo e recursos já podem ter sido mal aproveitados. Por isso, uma boa consultoria deve começar logo na base”, completa o diretor da PHD engenharia. 

Contudo, nem sempre para um grande avanço basta apenas uma pedra, um tecido e uma história quase que mitológica contada por um filósofo grego. A receita deste bolo inclui trabalho, estratégia, estudo e bastante empenho. 


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