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Mercado pet segue aquecido em 2022 e fatura R$ 41,9 bi

 

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Os números do mercado pet mantiveram-se aquecidos em 2022, mesmo diante de um cenário de inflação, juros altos e desemprego. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o faturamento do setor alcançou os R$ 41,9 bilhões, o que significa um crescimento de 17,2% em relação a 2021. Desta quantia, cerca de R$ 33 bilhões vieram do segmento de ração animal, o chamado pet food. Em segundo lugar aparecem os produtos veterinários, com R$ 5,9 bi, e de higiene e bem-estar para pets, que faturaram próximo de R$ 2,7 bi.

“Existem alguns motivos que ajudam a explicar esse crescimento. Antes de tudo, ele ainda é decorrente do boom de novos donos de pets no Brasil a partir de 2020, quando estouraram os casos de Covid-19”, explica Simone Cordeiro, diretora-comercial da Au!Happy, operadora de plano de saúde para pets pioneira no país. “Também por essa razão, o número de cães cresceu 3,9% em 2021, enquanto a quantidade de gatos aumentou perto de 5,9%”, complementa.

“Além disso, o mercado brasileiro vem fortalecendo sua competitividade com o aumento da concorrência e o investimento em qualidade de produtos e serviços direcionados para os animais domésticos. Isso gera uma confiança extra a potenciais donos, que não hesitam em gastar dinheiro com os pets”, analisa a especialista.

Isso tem levado a uma participação significativa do país no mercado pet global. Em 2021, o Brasil respondeu por 4,5% do faturamento total de US$ 139,2 bilhões. Embora esteja muito aquém dos Estados Unidos, que se mantém disparado à frente com 44,8% das receitas, ele se mantém colado ao desempenho da Alemanha e do Reino Unido, que movimentam, cada um, 4,6%. Já o Japão aparece empatado com o Brasil.

“Temos números que nos permitem comemorar, mas nosso desempenho poderia ser ainda melhor se não fosse a nossa carga tributária. Sofremos com uma fome de impostos que giram em torno de 51,2% sobre nossos produtos e serviços. Na Europa, o valor gira em torno dos 18,5%, enquanto nos Estados Unidos não passa de 7%. É uma desvantagem muito grande, e sem nenhuma justificativa”, critica a diretora da Au!Happy.

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